Teve início nesta segunda-feira (21/09) o XX GEOPOLÍTICAS: Semana de Ciência, Tecnologia e Inovação, no campus de Rio Claro da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O encontro reúne especialistas de todo o país no interior do Estado para discutir os principais desafios e soluções sustentáveis dos próximos anos na área tecnológica.
Com programação prevista até sexta-feira (25/09), o ciclo de atividades soma mais de 30 palestras e painéis com pesquisadores, dirigentes, gestores públicos e privados, além de empresários de referência nacional. Entre os temas abordados estão fenômenos naturais e mudanças climáticas; riscos geológicos e ambientais; recursos hídricos e resiliência urbana e industrial; geoconservação e geoparques; e a aplicação de inteligência artificial e Engenharia de Software no setor de petróleo e gás.
A engenheira civil Lígia Mackey, presidente da autarquia paulista, acompanhou o primeiro dia do evento e defendeu a integração do órgão com a comunidade acadêmica. Segundo ela, estar na 20ª edição do seminário fortalece os programas voltados à valorização dos profissionais da área tecnológica. Lígia lembrou que a ocasião aborda inovação e prevenção de desastres por ocorrências climáticas severas, ressaltando que o momento serve para demonstrar a atuação prática do Conselho. “É mais uma vez o Crea-SP se conectando à universidade para levar o melhor às pessoas”, afirmou.
Na sequência das atividades, o Conselho marcou presença no painel sobre planejamento territorial e fiscalização, que teve a mediação do engenheiro geólogo Lucas Moreira Furlan, diretor de Valorização Profissional adjunto do Crea-SP. O engenheiro geólogo Fernando Saraiva, coordenador adjunto do Colégio de Instituições de Ensino Superior do Estado de São Paulo (CIES-SP), apresentou a rotina de diligências da autarquia nas áreas de Geologia, abrangendo a preservação de águas subterrâneas e as atividades de mineração mais comuns, como as de areia e brita.
A mesa redonda contou também com o conselheiro federal suplente por São Paulo e engenheiro geólogo Ronaldo Malheiros Figueira, que abordou a relação entre ordenamento urbano e Geologia. “Comentei sobre as interfaces e a importância do conhecimento geológico para se planejar uma cidade. Discutimos alguns eixos do ordenamento territorial relacionados à necessidade de informações sobre a infraestrutura de uma região, que é algo que o Índice Confea de Infraestrutura do Brasil (Infra-BR) oferece aos profissionais e aos órgãos públicos”, explicou.
A agenda contou ainda com a colaboração de diretores de centros de pesquisa e gestores de grandes projetos de Engenharia. De acordo com o engenheiro geólogo e engenheiro civil Fabio Reis, conselheiro do Crea-SP e vice-diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp, as discussões sobre riscos geológicos e geotécnicos trazem abordagens fundamentais para o setor produtivo e a sociedade civil.
Gratuito, o simpósio é organizado pela Federação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO) em parceria com o IGCE/Unesp de Rio Claro, a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS – Núcleo São Paulo) e o SemEAr.
Produzido pela CDI Comunicação

